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>> SOBRE O FÓRUM CLIMA SALVADOR

A capital baiana é identificada como uma cidade especialmente vulnerável aos eventos climáticos extremos e com alta exposição à elevação do nível do mar (PBMC, 2016), seja devido a sua posição geográfica, seja pelos processos históricos que configuram as condições de pobreza e desigualdade social que expõem boa parte da população. As mudanças climáticas já ameaçam o abastecimento hídrico e a segurança alimentar, com a intensificação das secas e a previsão de redução das áreas de cultivo nos estados do Nordeste, aumentando também a migração para o meio urbano. Os impactos acabarão por atingir a todos, ainda que de forma diferenciada, se não impulsionarmos uma mudança no modelo de vida, de produção, de consumo e desenvolvimento.

A Prefeitura de Salvador firmou contrato com um consórcio formado pelas organizações WayCarbon, Iclei e WWF para elaborar o Plano de Mitigação e Adaptação às Mudanças do Clima (Pmamc) da cidade, sob a coordenação da Secretaria de Sustentabilidade, Inovação e Resiliência (SECIS). A elaboração do plano foi iniciada em janeiro com data de conclusão prevista entre outubro e novembro de 2020. É uma iniciativa importante, mas fica a pergunta: quem fiscaliza, acompanha, intervém, recomenda alterações e garante que as futuras políticas públicas e intervenções privadas da cidade respeitarão o novo paradigma do Pmamc ao longo dos anos? É preciso que os diversos setores da sociedade se envolvam com a agenda climática de Salvador e da Bahia, ocupando o seu legítimo espaço de participação.

Um grupo de ambientalistas, lideranças comunitárias e cientistas, representando coletivos, ONGs, territórios, laboratórios e institutos de pesquisa, fundaram em maio de 2020 o Fórum Clima Salvador, para discutir a crise climática com enfoque na capital baiana, buscando integração com a região metropolitana, demais áreas de influência da Bahia, de outros estados e países. Desta forma, se baseando na clássica frase “pensar globalmente, agir localmente”, o fórum fortalece o papel cidadão transformador, estimulando a rede de forças sociais, populares e democráticas, e em amplo diálogo com as instâncias públicas, setor privado e demais partes interessadas.

O Fórum Clima Salvador se declara plural, antifascista, antirracista, antimachista, anti LGBTQIA+ fobia e antielitista.